sábado, 5 de março de 2011

A CONTRADIÇÃO DA CAUSA PALESTINA NA TRÍPLICE FRONTEIRA.

DANILO GEORGES

É muito comum em Foz o Iguaçu-PR os imigrantes palestinos que residem nessa cidade, que não são poucos, pedirem apoio de movimentos sociais pela causa palestina, uma luta digna que envolve uma das faces mais cruel do sionismo e do imperialismo norte americano que foi o de incorporar o estado de Israel naquela região do oriente médio em 1948.
É de cortar o coração saber que constantemente velhos, crianças e mulheres são atacados dentro do seu próprio território, escolas e hospitais são bombardeados pela fusão genocida Israel-EUA, devido a essa barbárie muitos se refugiam no Brasil e Foz do Iguaçu abriga hoje a maior comunidade árabe do país.
A principal atividade econômica exercida pelos libaneses são o comércio em foz do Iguaçu e no Paraguai em ciudad Del este, desde o surgimento da civilização oriental na mesopotâmia (oriente médio hoje) que as civilizações principalmente os fenícios (libaneses) tiveram habilidade em se tornarem grandes comerciantes, esse é um traço marcante na cultura desse povo.
De loja em loja, alguns palestinos tiveram uma grande ascensão econômica nessa cidade se tornando grandes mercadores dessa região, sabemos que na prática mercantil se prevalece a lógica de acúmulo de capital, ou seja, os patrões e donos do comércio enriquecem com o salário não pago válido a horas de trabalho dos funcionários e pior muitas vezes os trabalhadores nem sequer possuem direitos trabalhistas.
É muito comum você ouvir nas periferias de foz jovens, mulheres e senhoras se queixarem da exploração no comércio de importados das lojas do Paraguai, muitas vezes essas pessoas trabalham arduamente em condições precárias para libaneses que dominam o setor comercial no Paraguai como já citado acima no texto.
Certa vez houve uma passeata organizada pela comunidade árabe junto a movimentos sociais no centro de foz do Iguaçu, um amigo militante ao chegar ao local se sentiu muito mal, pois se deparou com seu ex-patrão do Paraguai que ajudará a organizar aquele ato, lembrou-se do maltrato que sofrerá do baixo salário que recebia daquele sujeito e dos poucos minutos que tinha para almoçar e o mais doloroso recordou da advertência verbal e do posicionamento conservador daquele sujeito que não gostava que o funcionário fosse trabalhar com a camisa de lideres latino americanos como Che Guevara, Allende e etc.
Como vê a luta em objetos separados? O imperialismo que destrói aquela região do oriente médio que mata milhares de pessoas em busca do aumento dos cifrões do petróleo, é reproduzido de forma mais branda por alguns comerciantes de origem libanesa que exploram a mão de obra barata do Brasileiros e de Paraguaios aqui na fronteira.
A causa da palestina é justa, é legitima, mas não quero lutar por uma causa separada de outra a luta anti-capitalista ou anti-imperialista deve transgredir todas s esferas do individualismo que ela envolve, combatendo a maximização do lucro e o acúmulo de capital que reproduzem uma barbárie social.
Essas esferas devem ser discutidas e enfrentadas de forma globalizante, os direitos humanos são uma causa comum, e deve unir os povos, tenho como obrigação sendo militante de direitos humanos o de defender a causa palestina e a defendo, mas por outro lado não quero segurar faixas de protesto nem gritar palavras de ordens com algumas pessoas que exploram o meu povo aqui que são por vezes desumanas colocando o lucro e a defesa de um patrimônio acima da vida do próximo.
Tenho também como militante a obrigação de exigir uma mudança de postura de alguns comerciantes que exploram os sujeitos daqui, Se tratarmos as causas como partículas separadas e sendo apenas lutas relativas cairemos em uma luta pela identidade de uma etnia tratando a causa da palestina como sendo apenas uma “identidade” desse povo, cairemos no equivoco de separar essa causa de quaisquer determinante social de uma economia global, nenhuma luta deve ser reduzida a uma causa historicamente especifica, assim as causas sociais nacionais ou internacionais não significará nada mais que uma decisão particular que qualquer indivíduo pode tomar, e a “sociedade” será reduzida as agregações de identidades individuais.
A história hoje teve uma grande perca nos interesses políticos, Esse pensamento que rejeita ação política e separa a cultura de classe, faz com que escolhemos causas separadas de alguns grupos, no meu entendimento o movimento social não pode perder o COMPROMISSO COM A LUTA DOS OPRIMIDOS, mesmo que para isso tem de cobrar uma mudança de postura de agentes que querem incorporar lutas separadas, temos que fazer com que os palestinos também lutem contra a maximização do lucro e a transformação do homem em mercadoria.

“Que a porrada dos israelenses e norte-americanos no corpo dos palestinos, doa no nosso peito e no nosso coração Brasileiro, mas que a porrada dada no corpo da nossa classe trabalhadora empobrecida doa no peito e coração dos palestinos também”.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

O sistema/1 (Eduardo Galeano - Livro dos Abraços)

Os funcionários não funcionam.
Os políticos falam mas não dizem.
Os votantes votam mas não escolhem.
Os meios de informação desinformam.
Os centros de ensino ensinam a ignorar.
Os juizes condenam as vítimas.
Os militares estão em guerra contra seus compatriotas.
Os policiais não combatem os crimes, porque estão ocupados cometendo-os.
As bancarrotas são socializadas, os lucros são privatizados.
O dinheiro é mais livre que as pessoas.
As pessoas estão a serviço das coisas.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Muito além das upps cidade militarizada por deley de acari

A gente tem falado e escrito sobre o projeto de militarização da cidade, ou das grandes cidades do mundo.
Nos tempos da ditadura militar na América latina, falava-se muito no tal estado de bem estar social. Vi sob, e sofri nas mãos de militares da ditadura militar no Brasil... tive o privilégio de passar apenas dois dias preso e torturado.
Doeu muito, no corpo, e até hoje doe na alma, mas nada, mas só um peteleco diante dos meses,anos de cadeia e tortura que outros presos sofreram.
Estou me preparando para voltar a levar as crianças de acari proa jogar futebol e handebol de areia em copacabana, e sei que vou voltar a ver, todas as vezes que for lá, o capitão do exercito que me torturou, hoje, um sexagenário coronel reformado, e executivo da área de segurança de uma empresa multinacional.
Ele joga voley numa das redes de copacabana, até o sol se por neste horário de verão. É um velho burguês muito saudável, com mais saúde e vigor, que eu, com 56 anos seu expresso e torturado.
Toda vez que olho pra ele, tenho certeza de que nunca houve ditadura militar no Brasil. Que o que se chamou de ditadura militar nada mais foi que o endurecimento da ditadura burguesa, temerosa do perigo comunista.
Que os 4 generais que se sucederam no planalto, durante a ditadura, nada mais eram que ordenanças de seus patrões burgueses civis.
Diz que o capitalismo neoliberal acabou com o projeto de bem estar social, mas na verdade, os neoliberais são tão maquiavelicos que são capazes de inventar "bolsões de bem-estar social" como meio freiar um revolta total e incontrolável dos que, no livro planeta favela de mike davis, são chamados de "humanidade excedente". O Haiti foi um tentativa de bolsão de bem estar social, mas as forças da natureza, atrasaram a execução do projeto.
Um general que comandou as forças do Haiti deu entrevista ao canal livre, no domingo logo após a tomado do Alemão, ele não deixou duvidas de que se tratava de um guerra interna, uma guerra irregular, e de combater e derrotar, um inimigo interno, camuflados de meros traficantes de drogas.
E deixou claro, que é a experiência de ocupação militar no Haiti, mas do que paras upps de pequenos morros, serviria muito mais adequadamente, pra ocupação do complexo do alemão. E, que os planos e o planejamento para ocupação de um grande complexo de favelas já estava na prancheta desde Setembro de 2009,Só se esperava um do inimigos internos, maré, alemão ou Acari, abrir o franco, ou na linguagem favelada, dar um mole.
Pra não esticar muito minha assuntação, já que o mais importante é o texto do Fiell. Ando pensando em duas falas bem significativas: a de um misnistro da Dona Dilma que promete que ela irá acabar com a pobreza, e a classe mais subalterna será a classe média, e da dona dilma mesmo, que promete acabar com a pobreza. nem um dos diz, o que vão fazer com a "humanidade excedente", quer dizer, nós, os favelados, de acari, da maré, do jacarezinho, do alemão, aquelas favelados que correram caçados com zebras sob as lentes potentes das grandes emissoras de tv. aqueles centenas que ainda estão lá no alemão, passando fome com suas famílias, já que não tem mais o trafico como trabalho.
Não sou cientistas social, economista, geógrafo... em fim, não sou favelologo, sou um favelado, mas algo no meu coração favela me diz, que no Complexo do Alemão, um conjunto de 13 favelas quase que continuas como é na maré, com mais de 400 mil habitantes, é o território, campo de instrução, campo de pesquisa de campo pra servir de laboratório para se criar, não um estado de bem estar social, mas a ilusão de um estado de bem estar social em todo estado brasileiro, a começar de uma grande favela do rio.
uma Ilha da Fantasia, onde antes havia muita miséria e pobreza, mas que agora, depois do grande momento histórico, presenciado por todos os povos do mundo,ao vivo, pelas emissoras de TV,mas que agora, só haverá como classe mais pobre a classe media, que subira e descera os morros do complexo de teleférico... E que os pobres, o miseráveis, os inadaptáveis, para viver, nesta ilusão de bem estar social criado como miragem, no alto de uns morros, tão miraculoso como uma aparição de nossa senhora da penha, que a, essa humanidade excedente, ou morremos, trucidados executados ás centenas como aconteceu na vila Cruzeiro, ou vamos paras cadeias de segunça máxima, viver como mortos vivos, enterrados para sermos esquecidos, como se nunca tivéssemos vividos e existidos nas nossas favelas, de onde somos crías.
Ninguém acreditava que "Eles" fizessem o que fizeram... subir uma favela de "bicho" com tanque, fuzis, baionetas, embora sempre soubéssemos que teriam "inteligencia", poder e força e "legitimidade", embora se nenhuma legalidade.
Quem houve, pelo menos os mais velhos como eu,a nova geração de generais, almirantes e brigadeiros, logo percebe que eles não tem nada em comum com o broncos generais da época da ditadura, aqueles de cuja trapa saiu o ultimo general da ditadura , Figueiredo, que gostava, mais de cavalos que do povo, com exceção é claro, do carinho que tinha, por seu porta voz, alexandre garcia, hoje comentarista politico da Globo.
Na época da ditadura, a gente ria de ironia e deboche quando nos diziam que na Academia Militar de Agulhas Negras, os futuros oficiais estavam lendo o Capital, no original, em Alemão, só pra combater melhor o perigo comunista.
Tenho minhas duvidas se este jovens oficiais daquela época, são esses generais de hoje, mas tenho certeza que esses generais de hoje, do Haiti e do alemão, sabem muito bem o que fordismo, keinysmo, bem estar social, neoliberalismo, conceito de hegemonia e contra hegemonia, gramsciano.
Estão muito bem preparados para dar suporte real, militar para a criação de um território de bem estar social, numa favela , pequeno mas grande o suficiente e como o alemão que crie a ilusão de um pais inteiro de bem estar social.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Uma carta de uma ex aluna que me emocionou

Quinta-feira dia 03/02/2011 estava em um colégio que começaria a trabalhar quando o amigo e professor Fernando me disse que haverá bolsas de estudos para alunos no terceirão. Se eu podia indicar alguém, logo pensei na Karen Rentz aluna dedicada que conheci no cursinho pré vestibular comunitário do clã do beco no jardim américa região suburbana da cidade.

Karen é mais uma brasileira que trabalhava de dia e estudava a noite, queria cursar direito. Nesse ano ela quase conseguiu, ficou em 52° de 40 vagas disponiveis. Vestibular é um processo cruel, digno de uma sociedade individualista e competitiva, há poucas vagas para centenas ou milhares de alunos. Fiz o convite por email a ela. ela me respondeu em tom de desabafo sobre sua vida, lutas e seus sonhos.
fico feliz por ter compartilhado isso comigo, e resolvo posta aqui sua resposta para valorizar e humanizar a relação professor/aluno.

Eu agradeço pelo carinho E não desista do seu sonho!!

Carta

Caro professor SOCIALISTA DE HISTÓRIA,Fico muito feliz por você ter lembrado de mim, eu realmente não passei na unioeste fiquei em 52 pra direito, mas, além de estar trabalhando durante o dia eu já tenho nível superior, eu pensei que vc soubesse, sei que não parece mas sou diplomada...Vou te contar essa história.
Eu sempre tive o sonho de me formar em direito mas não conseguia passar no vestibular e depois de três reprovações seguidas fiquei muito desanimada, não queria mais saber de faculdade, foi quando resolvi "acatar a idéia" da minha mãe de fazer um outro de menor concorrência e depois ir atrás de minhas realizações, então fiz vestibular novamente só que desta vez pra pedagogia, passei, fiz o curso, colei grau. Mas não era o que eu queria por isso fiz o curso sem entusiasmo sem muito interesse, não participei dos eventos que a unioeste, enquanto universidade pública, oferece ao acadêmico, nunca me envolvi com semana acedêmica, CA ou DCE, bem vc sabe do que eu tô falando. Me formei no final de 2006 e fui trabalhar, sai de Foz atuei na área por 3 anos e fiquei desempregada, voltei pra Foz e achei que pudesse realizar meu sonho mas reprovei no vestiba de novo...Me desiludi completamente, me conformei e desisti...
Na última semana de janeiro fiz um processo seletivo no SENAT (não sei se vc conhece mas é como o senac ou o sesi, só que o senac atua junto ao comércio o sesi com a indústria, já o senat com o transporte) pois é, fiz a prova consegui o primeiro lugar (mais sorte que juízo) passei na entrevista, voltei a ser Pedagoga, até tô pensando em uma pós pra esse ano, tá sabendo de algo bom pra mim??
Quem tem fé diz que o plano de Deus pra mim na tá área da educação, e que nem sempre o que a gente quer é realmente o melhor pra nós.
Enfim me desculpa se não sou o que vc pensou, se de alguma forma te decepcionei, eu achava que vc soubesse pois eu falava sobre isso no cursinho não queria que meus colegas tivessem uma história como a minha, o Bruno, o João, o Ademir e alguns profs sabiam...
Agradeço muito seu carinho em me oferecer a bolsa, boba como eu só, chorei ao lhe escrever tudo isso. Quero que vc saiba que vc foi o melhor professor de história que tive, olha que minha lista é grande pois nos meus 27 anos de vida 17 foram como aluna, não tô brincando nem fazendo média é sério mesmo, vc é o melhor.
Bem há uma expectativa de concurso pro estado e quem sabe ainda seremos colegas de trabalho em uma escola estadual!!
Quando precisar de uma pedagoga lembre de mim.....
Um grande abraço meu amigo professor socialista de história!!

domingo, 30 de janeiro de 2011

Voz rouca das ruas por:Mário Augusto Jakobskind

Os recentes acontecimentos no Mundo Árabe, sobretudo na Tunísia e Egito devem servir de reflexão sobre o comportamento da mídia de”mercado, que foi pega de surpresa. Simplesmente, por incompetência ou por falta de vontade política em correr atrás da notícia naquelas plagas, ignorou um fenômeno marcante nos dias atuais em várias partes do mundo: o papel das redes sociais na internet.

Os jovens tunisinos e egípcios estão mobilizados pelo menos desde 2004 e preparavam terreno para fazer o que estão fazendo, ou seja, dar o recado de que basta de ditaduras, corrupção e miséria. O ditador-ladrão tunisino, Ben Ali e seus familiares saíram correndo em direção à Arábia Saudita, levando muito ouro para viver nababescamente o resto da vida. Foram acolhidos pela família real saudita, aliadíssima dos Estados Unidos, também autoritária e corrupta.
O Ocidente passou a olhar com grande preocupação as mobilizações populares naquela parte do planeta e tenta interpretar a sua maneira o ronco das ruas. De Barack Obama a Hillary Clinton, passando pela alemã Angela Merkel e pelo francês Nicolas Sarkozi, todos pediram calma, mas esqueceram de admitir que ditadores como Ben Ali e Hosny Mubarak, do Egito, só estão lá, ou ficaram por tanto tempo, simplesmente porque tiveram o apoio do Ocidente. Sem isso já teriam sido detonados.
Agora, para evitar perderem os dedos, Washington, Berlim e Paris pedem aos dirigentes tunisinos e egípcios que dialoguem com a oposição, sobretudo com os jovens que estão nas ruas dando o recado e mostrando que perderam o medo da repressão.
Neste momento, o foco principal é o Egito, onde 38 já morreram em manifestações nas principais cidades. O ditador Mubarak, de 82 anos, que prepara terreno para o filho ficar em seu lugar, ocupou de madrugada uma cadeia nacional de rádio e televisão para dizer que não renuncia, mas mudará todo o seu ministério.
Mubarak quer ter uma sobrevida política e atender cosmeticamente algumas reivindicações. Foi instruído pelos dirigentes ocidentais para ceder os anéis e não perder os dedos. O fato de Mubarak ter dado satisfação e vir a público pregar o “diálogo, pela primeira vez em 32 anos, nada mais é do que uma tentativa de trocar o seis pelo meia-dúzia. Ou seja, mudar para não mudar.
Na Tunísia a mesma coisa. Ben Ali já se foi, mas no governo provisório instalado depois da queda permaneceram os de sempre, ou seja, aqueles que junto com o ditador empobreceram o povo e seguiram a risca as exigências do Fundo Monetário Internacional.
Antes dos jovens saírem às ruas, a mídia de mercado, seguindo os ditames dos organismos financeiros internacionais, considerava a Tunísia como um exemplo a ser seguido por outros países. A miséria, o desemprego dos jovens e tudo mais pouco importava para o mundo financeiro.
A Tunísia de Ben Ali de alguma forma lembra o que aconteceu há anos com o México sob a batuta do hoje exilado ex-presidente Salinas de Gortari. Aqui no Brasil, economistas defensores do Estado mínimo consideravam Gortari o estadista. O então presidente Fernando Henrique Cardoso chegou a considerá-lo seu guru. Mas depois da quebra do país azteca, os defensores do modelo neoliberal se recolheram. Cardoso nunca mais se referiu a Sa linas de Gortari, nem foi perguntado a respeito.
A mídia de mercado, leia-se O Globo, Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, revistas Veja, Época e Tvs Globo, Bandeirantes, Record etc, simplesmente tece loas aos políticos que defendem modelos econômicos que levam os seus povos à miséria. O que se passa agora no Mundo Árabe é a repetição medíocre do tipo de cobertura internacional que a mídia de mercado está acostumada a fazer e cuja pauta muitas vezes é elaborada em Washington.
Outro exemplo também atual remete a Honduras. Pois bem, o presidente, Porfírio Lobo, eleito numa eleição mutretada está propondo ao Congresso a aprovação de um projeto permitindo a sua reeleição. Quando Manoel Zelaya foi deposto, com o sinal verde de Washington, o pretexto dos golpistas era de que ele queria continuar no poder. Zelaya apenas pensava convocar um plebiscito para saber se o povo aceitaria a reeleição de um presidente, nem a partir dele, mas de um pr óximo eleito.
A mídia de mercado deitou e rolou sobre o tema, E agora, o que está acontecendo? Total silêncio. Sabem o motivo? Lobo é parceiro dos EUA, mas Zelaya tinha se afastado da órbita e preservava a soberania do país.
O Brasil até hoje não reconheceu o governo Porfirio Lobo, posicionamento que possivelmente o Presidente Barack Obama tentará convencer Dilma Rousseff a mudar, no encontro que terão no mês de março próximo.
É isso aí. Assim caminha a mídia de mercado, cada vez mais manipuladora e especializada em mentiras e meias verdades. Está ou não na hora dos setores progressistas da sociedade brasileira unir forças no sentido de criarem um contraponto aos jornalões e telejornalões?


sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Oque aconteceu com o Jô?

hoje conversava com um amigo sobre uma entrevista do jo feita com o cazuza em 1988, como era diferente sua abordagem, entrevista inteligente.discutindo politica, ideologia, música e rebeldia. viajando no youtube achei essa com o triunvirato( chico, saramago e sebastião salgado)falando da obra TERRA, para mim uma das maiores obras já produzidas em todos os tempos.

Jô já foi muito melhor , hoje seu programa é só besteirol, lamentável. Sua entrevista top dos últimos tempos foi com o comediante zé povilho do pânico falando nada que chega em lugar algum.

Em memória aos outros tempos de programa aqui está!








segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Novela do SBT "Amor e Revolução" abordará o golpe de 64

O dono da Emissora SBT Silvio Santos Foi sagaz, aproveitou o Momento histórico de uma ex-guerrilheira no poder, e anunciou que vai levar à telinha, via SBT/Alterosa Amor e revolução, a primeira novela brasileira a abordar, sem medo, o golpe militar de 1964.

O companheiro de luta e presidente do centro de direitos humanos de foz do iguaçu, Aluizio Palmar que particpou da luta armada contra o estado autoritário de 1964,viajará dia primeiro de fevereiro para São Paulo, prestando depoimento para a produção da novela.


POR ESSA OS MILICOS NÃO ESPERAVAM! AGORA SÓ FALTA ABRIR OS ARQUIVOS DA DITADURA.



MAIORES INFORMAÇÕES DA TRAMA NO LINK:
http://xa.yimg.com/kq/groups/18028573/1272350197/name/emc2101p0001.pdf