quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Entrevista com Danilo Georges Professor de História e Ciências Sociais de escolas de ensino médio de Foz do Iguaçu.3 de novembro de 2011, para a Rádio Santa Marta e o blog visão da favela Brasil.
Por Natalia Urbina


segue o link:http://www.visaodafavelabrasil.com.br/entrevista-com-danilo-georges-professor-de-historia-e-ciencias-sociais-de-escolas-de-ensino-medio-de-foz-do-iguacu














FAIXADA DO MERCADO YCUÃ BOLÃNOS EM ASSUNÇÃO AONDE MAIS DE 400 PESSOAS MORRERAM POR NEGLIGENCIA DO DONO DO ESTABELECIMENTO QUE FECHOU AS PORTAS DURANTE UM INCENDIO QUE TOMAVA CONTA DO SUPERMERCADO, COM MEDO DE QUE AS PESOAS FUGISSEM SEM PAGAR PELAS MERCADORIAS.

"OS TRABALHADORES NÃO ESQUECEM OS SEUS MORTOS"

terça-feira, 1 de novembro de 2011

TEXTO SOBRE ATO BELO MONTE EM FOZ.

IMPORTANTE TEXTO SOBRE O ATO EM FOZ CONTRA A BELO MONTE.
AGRADEÇO AO JORNALISTA JACKSON LIMA PELO MATERIAL.
http//blogdefoz.blogspot.com/2011/10/ato-publico-belo-monte-nao-foz-presente.html

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

PAIXÃO E REBELDIA, O COMPANHEIRISMO REVOLUCIONÁRIO DE NÁDIA NUNES E ROBERTO FRONTINI.

Danilo georges

Nadia Nunes 62 anos, camponesa criada no interior do Rio Grande do Sul. Trabalhou de doméstica desde os 18, quando Fugiu de casa. Foi alfabetizada aos 25 anos, não aprendeu somente a lê e escrever palavras. Mas a construir, pensar e participar politicamente. Nunca Frequentou uma escola, jamais teve um professor formal.
Foi educada inicialmente com a pedagogia patriarcalista. Aprendeu desde cedo a temer o seu pai. Homem rude, de coração calejado, prenderá Nadia no cativeiro do machismo, do sexismo, tentou criar uma menina de forma desumana, escrava do poder patriarcal.
A vida de Nadia sempre fora uma batalha, ao romper ainda jovem com o patriarcalismo realizou a primeira de muitas transgressões.Fugindo da opressão em casa encontrou Roberto Frontini guerrilheiro da Vanguarda Revolucionária Popular.
Ele Vivia na época Clandestino encontra-se tão frágil como ela, pois fugia do mesmo fantasma do autoritarismo, ela do regime patriarcal e ele da ditadura militar. Os dois não aceitaram viver sob o medo. E buscavam resistir e construir novos caminhos. Ela uma mulher afável, sensível e emocional. Ele destemido, corajoso e seguro.
Os dois necessitavam de amizade e companheirismo.Nutridos pela paixão emanciparam sua natureza humana.Nadia começara finalmente a ser tratada como uma mulher, seus gostos, desejos e anseios eram agora compartilhado. Ela renasce, não era mais uma mulher omissa e amedontrada, não se sentia mais solitária encontrara um homem amigo, irmão e terno.
Roberto nunca caminhou a sua frente, a suas costas, nunca ao seu lado, sempre estiveram juntos.Viveram um amor pleno nos tempos sombrio da ditadura militar.
A paixão fora interrompida com a prisão de Roberto em Porto Alegre. Desesperada aquela moça que recém tinha aprendido a lê e escrever com os companheiros da VPR, juntava dinheiro lavando roupas para famílias da cidade. Ela já havia herdado de Roberto um grande espírito coletivo e a certeza de que jamais se renderia a fragmentação individualista da sociedade capitalista. Nadia se tornara destemida e solidária seguiu os passos revolucionários do companheiro.
Dessa forma a camponesa não carregava somente no corpo e na alma sua cicatriz pessoal do desaparecimento dele, e sim um sentimento amplo e coletivo que unia homens e mulheres comuns.Levava em seu peito os anseios de uma juventude que fora proibida de sonhar e padecia com o abuso ditatorial.
No dia em que os milicos levaram Roberto ela queria morrer.Mas como uma mulher forte, de fibra, viveu intensamente na busca do companheiro.Após passar por diversos quartéis, repartições,tribunais e necrotério percorrendo três estados atrás dele, ela sofreu uma metamorfose buscando o seu companheiro encontrou-se a si. E agora só quer aquilo que Roberto queria.Construir um novo mundo e consolidar a utopia.
O casal Nadia\Roberto, resistindo a tirania construíram juntos uma vida nova que aqueceram o calor de suas fantasias, criaram uma saga de companheirismo partilharam o mesmo pão, e respiraram o mesmo ar.Carregam desde a década de 1970 a certeza de que jamais iriam se separar.
Nadia e Roberto envelhecem juntos hoje no interior da Argentina, e vivem cotidianamente um amor solido e libertário, uma relação que compreende a ternura, conquistaram juntos a paz que humanidade tanto necessita. Hoje celebram a liberdade conquistada, mas que namorados, Marido ou esposa, são cúmplices e vivem um amor perene em constante libertação.
Deixaram aos jovem um importante legado de que Ninguém é feliz sozinho, e todos se libertam em comunhão.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

tenho andado muito pessimista ultimamente, isso é complicado demais, não ha nada mais anti-revolucionário que o pessimismo... se perdeu a capacidade de sonhar perdeu a capacidade de lutar... quem roubou meus sonhos e minhas utopias a quero te volta... urgente!!

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

A VERGONHA PARTIU


(Carlos Latuff)

Vossa Excelência, estou de malas prontas.
Eu, a Vergonha, vou sair de vez de sua personalidade.
Afinal, desde que começou a subir em palanques,
não tive mais qualquer utilidade.

Fui deixada nos mais escuros escaninhos de seu íntimo.
Nunca pude esquentar sua face toda vez que uma mentira saía de sua boca.
Porque a madeira de que é feita sua cara, é fria demais pra pegar fogo.

Aprisionada por tanto tempo nesse corpo
revestido de paletós e gravatas
acabei encontrando por acaso
sua consciência no caminho.

Está morta, só resta um leve esqueleto.
Por isso mesmo é que ela nunca pesa toda vez que negocias as almas do povo.

Por isso, Vossa Excelência, antes que eu também morra,
nas masmorras de seu caráter obscuro,
é que eu, a Vergonha, me mudo daqui,
direto pro coração do camponês e do operário,
porque sei que eles levam muito de mim em seus rostos,
já que suas mãos foram sujas apenas por barro e graxa,
e não por dinheiro.



quinta-feira, 18 de agosto de 2011

A Luta por verdade e justiça em Foz do Iguaçu

Em 2007, iniciou-se um debate no Brasil sobre o tema da “Justiça de Transição”, conceito aplicado pelo Conselho de Segurança da ONU que reúne quatro práticas para lidar com o legado deixado por regimes de exceção. São elas: a reforma das instituições para a democracia, o direito à memória e à verdade, o direito à reparação e o adequado tratamento jurídico aos crimes cometidos no passado.

O que se debate hoje no País é que tortura e desaparecimento forçado são crimes de lesa-humanidade, imprescritíveis. Não podem ser objeto de anistia ou autoanistia. A Lei de Anistia brasileira, promulgada em 1979 (ou seja, ainda sob a égide do regime militar, existente entre 1964 e 1985), impune ao mesmo tempo as vítimas da ditadura e os responsáveis pelos crimes de tortura e desaparecimento forçado.

O Brasil é o único país da América Latina que ainda não julgou criminalmente quem torturou e matou. Ao longo de 21 anos de regime autoritário, vicejou aqui um sistema repressivo estimado em 24 mil agentes que, devido a razões políticas, prendeu cerca de 50 mil brasileiros e torturou algo em torno de 20 mil pessoas (uma média de três torturas a cada dia de ditadura), revela a Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados.

Foz do Iguaçu – Um grupo de pessoas conscientes dessa situação tomou a iniciativa de colocar essa discussão na ordem do dia. O coletivo, sob iniciativa do Centro de Direitos Humanos e Memória Popular (CDHMP), reúne militantes sociais, universitários, estudantes do ensino médio, sindicalistas, entre outros ativistas contrários ao esquecimento das crimes contra a humanidade.

Para tanto, este grupo está organizando uma série de atos públicos, entre os quais um dia de protesto às homenagens prestadas aos criminosos de ontem em nossa cidade. Vamos dizer em alto e bom som que o marechal Castelo Branco, o general Costa e Silva e o general Costa Cavalcanti, violentaram os direitos fundamentais da pessoa humana.

O município também produziu seus personagens durante a ditadura militar, entre eles o coronel Clóvis Cunha Vianna. O coronel foi prefeito nomeado de Foz do Iguaçu durante longos nove anos. Durante quase uma década à frente da prefeitura, foi alvo de denuncias de corrupção e de violação de direitos políticos.

As jornadas que irão culminar com a ação de protesto contra a nominação de espaços públicos homenageando os criminosos de ontem é um esforço iguaçuense de um construir permanente de uma sociedade democrática, onde os direitos humanos sejam respeitados em sua plenitude.

Mais infos
Facebook: Tortura Nunca Mais Foz
Twitter: @torturanmfoz

domingo, 31 de julho de 2011

AUTOREFLEXÃO

"tenho recebido as críticas dos amigos e camaradas como incentivo. Para que eu venha a ser o que tenho consciencia do que ainda não sou, uma pessoa mais humana, solidária e pura"