Assisti o filme Tropa de Elite 2, sai surpreendido da sala de cinema e muito sensibilizado.
Motivos não faltaram para me contemplar a performance do personagem Fraga, defensor implacável de direitos humanos, com frases como: “Gostaria de ver o BOPE combater uma vez só traficantes de condomínios”, “Temos uma polícia que o símbolo é uma caveira, ou seja, a morte”. A vinda desse personagem ao filme trouxe maturidade, mostrou a fundo a complexidade de se debater violência dentro do campo da segurança pública, mostrando de forma explícita a relação entre crime, polícia e política.
Personagem Fraga é inspirado no camarada Marcelo Freixo, que dedicou décadas da sua vida a ações que dizem respeito a defesa de direitos fundamentais. Historiador lecionou em presídios cariocas e ajudou a fundar diversos cursinho pré-vestibulares comunitários. À frente da ONG Justiça Global, se tornou um grande pesquisador do tema de segurança pública.
O filme pauta de forma corajosa a questão da milícia, grupos armados formados por policiais, bombeiros e agentes de segurança que invadem comunidades, impondo regras e cobrando impostos. Uma organização mafiosa que age por dentro do Estado.
A lógica da milícia é a de substituir o tráfico, percebendo que nas favelas cariocas há muitas atividades rentáveis além do tráfico de drogas, como o esquema de TV a cabo – “gato-net” – o transporte de vans e Kombi e a venda de bujão de gás. Tudo isso passou a ser controlado de forma violenta por agentes do Estado que deveriam zelar pela segurança.
Em relação à Tropa de Elite 1, o Tropa 2 avança em muitos degraus mostrando a relação da segurança com as decisões políticas. O debate da violência deve ser feito dentro desse campo, o filme chama atenção da população, para relação mídia/política, um apresentador que lembra muito o Vagner Montes da TV Record, é aliado do governador e incendeia a opinião pública fazendo com que muitos acreditem que tais locais devem ser ocupados pela policia, por trás daquela ocupação está o interesse em preservar a zona sul da cidade área nobre, lembremos que o projeto de pacificação armada nas favelas cariocas, foi o principal motivo que fez com que o atual governador se elegesse ainda no primeiro turno da última eleição.
A problemática do filme é posta de forma perspicaz quando o capitão Nascimento, ex comandante do BOPE, se torna subsecretário de segurança pública, acreditando que iria combater traficantes e a polícia corrupta.
No entanto, percebe da forma mais dolorosa que os criminosos estão dentro do Estado, e então surge o conflito: “para combater o crime é necessário recorrer ao Estado, mas como combater o crime se os criminosos estão no poder”.
Para Nascimento agora o inimigo é outro, não é mais o varejista da favela. Seus inimigos estão dentro do Estado e por vezes ao seu lado.
Em uma das suas falas Nascimento desabafa dizendo que não sabe por que matou tanta gente, e diz que nenhum policial mata alguém sozinho, por trás daquela bala têm algum interesse político, mostrando a má condição de trabalho dos policias que estão sendo preparados para proteger o patrimônio da elite e combater a vida dos pobres.
O filme traz a tona a CPI das milícias organizada agora pelo deputado Fraga. Na vida real essa CPI aconteceu e nela se cumpriu 225 mandatos de prisão para policiais, delegados, deputados, vereadores entre outros.
Nascimento, enquanto comandante do BOPE, sempre foi contrário as idéias de Fraga, vendo nelas um idealismo fora da realidade, no inicio do filme ele mostra a sua raiva com o debate “demagogo” dos direitos humanos, enquanto Fraga taxa Nascimento de fascista e assassino. Esse conflito é verídico e mostra a oposição entre bope e direitos humanos, os personagens posteriormente se aliam para combater a milícia.
Coincidência ou não, o livro Tropa de Elite 2 é escrito por Rodrigo Pimentel, ex-comandante do BOPE, e o primeiro agradecimento do livro vai para Marcelo Freixo pela luta e coragem de enfrentar as milícias.
O Fraga da vida real vive sob um regime de cautela, não podendo se expor em muitos ambientes, é proibido de transitar na zona oeste do Rio de janeiro, ainda dominada pela milícia. Vivendo sob um forte regime de proteção, já foram descobertos três planos para assassiná-lo.
Importante que essa história venha à tona, para refletirmos que esse deputado sofre ameaças por ter cumprido a sua função.
Quando o filme termina, toca a música dos mc´s Junior e Leonardo o refrão não podia ser mais significativo para o filme.
“tá tudo errado é até difícil explicar, mas do jeito que a coisa ta indo já passou da hora do bicho pegar, tá tudo errado difícil entender também tem gente plantando o mal querendo colher o bem”.
Estou curioso para vê se a sociedade vai ter o mesmo entusiasmo com esse filme,da mesma forma que teve pelo primeiro.
Infelizmente é notório que a maioria da população defenda a execução sistemática de moradores da periferia, acreditando que o grande mal esteja lá, mas nós já sabíamos e muitos poderão entender que o inimigo na real é outro.
domingo, 17 de outubro de 2010
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
fala no ato contra a violência em foz
Estamos aqui hoje para relembrar, ou melhor, para não se deixar esquecer, do assassinato de 4 jovens aqui dessa comunidade.
4 vidas que foram dizimadas de forma bastante cruel, desde então quatro anos se passaram.e o caso não teve avanços.
Pois se não bastasse o sentimento de perda, da cama vazia que foi deixada, do espaço na casa que jamais será preenchido, os familiares ainda têm que carregar dentro do peito a sensação da injustiça. Dormir e acordar sem uma resposta.
Esse é mais um caso emblemático que envolve o ciclo permanente de violência em foz,a violência é um processo contrário a lógica humana, os jovens da nossa cidade não estão conseguindo envelhecer,os pais estão enterrando os filhos,há na nossa cidade um genocídio da juventude.É cada vez mais comum crianças crescerem sem o pai que foi assassinado, a mãe muitas vezes têm que criar o filho sozinho, deixando essa criança mais vulnerável.
O mais cruel de todo esse processo é que nos enquanto sociedade estamos nos acostumando com a violência,a violência e o sofrimento não podem ser naturalizados.
Assistimos diariamente na televisão algumas vezes um show do circo dos horrores fazendo com que nos acostumemos com a violência,a vida de mais um jovem que se vai vira simplesmente um espetáculo.
O extermínio de nossa população jovem não é normal nem natural, é inaceitável. Não podemos aceitar que tanta gente seja morta, lutemos contra a banalização da vida.
A quantidade de jovens assassinados em foz mostra que Nossa cidade está doente. A maior prova dessa doença é o fechamento da classe abastada da população em condomínios fechados. A lógica de se fechar e se privar do mundo, perdendo o contato com a rua,pessoas e com o meio ambiente, se tornando prisioneiros dentro da própria casa, para assim se sentirem protegidos.
Com escreveu o músico Marcelo Yuka ‘as grades e os condomínios fazem a guarda e proteção mas também trazem a dúvida se você que vive na prisão”
Isso revela o medo que a população vive, Quanto maior o medo, maior a barbárie. Quanto maior a barbárie, maior a violência. E mais medo. Esse é o ciclo que vivemos hoje na nossa cidade.
Que a dor dos familiares do Marcelo, Mauricio, Jeferson e Ilson possam tocar o coração dessa sociedade que está surda e insensível. Que a justiça investigue o caso, pois se trata de vidas e não de objetos.
“não basta que seja pura e justa nossa causa. É necessário que a pureza e a justiça estejam dentro de nós.”
4 vidas que foram dizimadas de forma bastante cruel, desde então quatro anos se passaram.e o caso não teve avanços.
Pois se não bastasse o sentimento de perda, da cama vazia que foi deixada, do espaço na casa que jamais será preenchido, os familiares ainda têm que carregar dentro do peito a sensação da injustiça. Dormir e acordar sem uma resposta.
Esse é mais um caso emblemático que envolve o ciclo permanente de violência em foz,a violência é um processo contrário a lógica humana, os jovens da nossa cidade não estão conseguindo envelhecer,os pais estão enterrando os filhos,há na nossa cidade um genocídio da juventude.É cada vez mais comum crianças crescerem sem o pai que foi assassinado, a mãe muitas vezes têm que criar o filho sozinho, deixando essa criança mais vulnerável.
O mais cruel de todo esse processo é que nos enquanto sociedade estamos nos acostumando com a violência,a violência e o sofrimento não podem ser naturalizados.
Assistimos diariamente na televisão algumas vezes um show do circo dos horrores fazendo com que nos acostumemos com a violência,a vida de mais um jovem que se vai vira simplesmente um espetáculo.
O extermínio de nossa população jovem não é normal nem natural, é inaceitável. Não podemos aceitar que tanta gente seja morta, lutemos contra a banalização da vida.
A quantidade de jovens assassinados em foz mostra que Nossa cidade está doente. A maior prova dessa doença é o fechamento da classe abastada da população em condomínios fechados. A lógica de se fechar e se privar do mundo, perdendo o contato com a rua,pessoas e com o meio ambiente, se tornando prisioneiros dentro da própria casa, para assim se sentirem protegidos.
Com escreveu o músico Marcelo Yuka ‘as grades e os condomínios fazem a guarda e proteção mas também trazem a dúvida se você que vive na prisão”
Isso revela o medo que a população vive, Quanto maior o medo, maior a barbárie. Quanto maior a barbárie, maior a violência. E mais medo. Esse é o ciclo que vivemos hoje na nossa cidade.
Que a dor dos familiares do Marcelo, Mauricio, Jeferson e Ilson possam tocar o coração dessa sociedade que está surda e insensível. Que a justiça investigue o caso, pois se trata de vidas e não de objetos.
“não basta que seja pura e justa nossa causa. É necessário que a pureza e a justiça estejam dentro de nós.”
domingo, 10 de outubro de 2010
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Ato no Colégio Carmelita relembra chacina no Porto Belo
Manifesto terá debate, teatro e hip hop em memória a 4 jovens executados.(MEGAFONE – Alexandre Palmar)
Teatro, hip hop e um debate darão o tom a um ato contra a onda de violência em Foz do Iguaçu que será realizado nesta quinta-feira, dia 7. Promovido pelo Centro de Direitos Humanos e Memória Popular (CDHMP), o evento começará às 19h30 no Colégio Estadual Carmelita de Souza, no bairro Porto Belo.
O manifesto será em memória a quatro jovens executados a tiros, em casa, na Rua Angela Aparecida Andrade, no Porto Belo, por um bando encapuzado, em 5 de outubro de 2006. À época, parentes e amigos das vítimas chegaram a protestar em frente à 6ª Subdivisão Policial, exigindo a elucidação da chacina, mas hoje parecem ter poucas esperanças.
Quatro anos após o crime que abalou a cidade, o inquérito policial pouco avançou para descobrir os autores da barbárie que matou Marcelo Farias Silva, 18 anos; Maurício Farias Silva, 24; Jéferson Aparecido dos Santos, 17; e Ilson Gonçalves Araújo, 20. A papelada vai e volta da delegacia ao fórum sem apresentar novos elementos na investigação.
A sensação de impunidade cresce entre as famílias dos jovens. Para a dona de casa Almerinda Gonçalves de Araújo, 52, mãe de Ilson, as pessoas são o que têm no bolso. “Se temos R$ 100, valemos R$ 100; se temos R$ 10, valemos R$ 10. Se não temos nada, não valemos nada. Por isso ninguém toma providências”, desabafou.
Almerinda contou que foi buscar informações sobre a investigação várias vezes no fórum e na delegacia, mas nunca obteve dados concretos. A doméstica revelou à reportagem que espera um dia encontrar o assassino do filho, “não para se vingar”, mas para dizer-lhe o quanto “é doloroso enterrar um filho”.
Já o empresário Paulo Aparecido dos Santos, 44, pai de Jéferson, lamentou a forma como a chacina foi noticiada na época. “O que me dói no coração é saber que meu filho morreu inocente e foi enterrado como bandido”, relatou o assistente técnico em equipamentos industriais ao Megafone.
A dor pela perda irreparável é compartilhada por outra mãe. Sob anonimato, por medo de represálias, a senhora disse não acreditar no esclarecimento da chacina. “No começo protestamos muito. Hoje desisti. Não acredito nos homens, só na justiça divina. Prefiro ficar quieta e cuidar dos filhos ainda vivos.”
Manifesto – A programação do ato no Colégio Estadual Carmelita de Souza começará com a encenação de A última flor, de James Thurber, com texto de Millôr Fernandes. A apresentação será feita por alunos da Casa do Teatro, sob a direção de Carol Miskalo.
Depois haverá uma mesa de debate sobre infância, juventude e violência, mediada por assistentes sociais e jornalistas. Um show de hip hop completará o manifesto. Além de alunos e professores, participarão do ato famílias das vítimas da violência no município.
A reportagem tentou consultar o processo no Fórum de Justiça, porém foi informada pela 4ª Vara Criminal que a papelada está na 6ª SDP. De fato, o site do Tribunal de Justiça do Paraná revela que o inquérito está desde 25 de fevereiro na delegacia. Ontem, o delegado de Homicídios, Marcos Araguari Abreu, afirmou que informará o andamento do caso à reportagem até quinta-feira.
Teatro, hip hop e um debate darão o tom a um ato contra a onda de violência em Foz do Iguaçu que será realizado nesta quinta-feira, dia 7. Promovido pelo Centro de Direitos Humanos e Memória Popular (CDHMP), o evento começará às 19h30 no Colégio Estadual Carmelita de Souza, no bairro Porto Belo.
O manifesto será em memória a quatro jovens executados a tiros, em casa, na Rua Angela Aparecida Andrade, no Porto Belo, por um bando encapuzado, em 5 de outubro de 2006. À época, parentes e amigos das vítimas chegaram a protestar em frente à 6ª Subdivisão Policial, exigindo a elucidação da chacina, mas hoje parecem ter poucas esperanças.
Quatro anos após o crime que abalou a cidade, o inquérito policial pouco avançou para descobrir os autores da barbárie que matou Marcelo Farias Silva, 18 anos; Maurício Farias Silva, 24; Jéferson Aparecido dos Santos, 17; e Ilson Gonçalves Araújo, 20. A papelada vai e volta da delegacia ao fórum sem apresentar novos elementos na investigação.
A sensação de impunidade cresce entre as famílias dos jovens. Para a dona de casa Almerinda Gonçalves de Araújo, 52, mãe de Ilson, as pessoas são o que têm no bolso. “Se temos R$ 100, valemos R$ 100; se temos R$ 10, valemos R$ 10. Se não temos nada, não valemos nada. Por isso ninguém toma providências”, desabafou.
Almerinda contou que foi buscar informações sobre a investigação várias vezes no fórum e na delegacia, mas nunca obteve dados concretos. A doméstica revelou à reportagem que espera um dia encontrar o assassino do filho, “não para se vingar”, mas para dizer-lhe o quanto “é doloroso enterrar um filho”.
Já o empresário Paulo Aparecido dos Santos, 44, pai de Jéferson, lamentou a forma como a chacina foi noticiada na época. “O que me dói no coração é saber que meu filho morreu inocente e foi enterrado como bandido”, relatou o assistente técnico em equipamentos industriais ao Megafone.
A dor pela perda irreparável é compartilhada por outra mãe. Sob anonimato, por medo de represálias, a senhora disse não acreditar no esclarecimento da chacina. “No começo protestamos muito. Hoje desisti. Não acredito nos homens, só na justiça divina. Prefiro ficar quieta e cuidar dos filhos ainda vivos.”
Manifesto – A programação do ato no Colégio Estadual Carmelita de Souza começará com a encenação de A última flor, de James Thurber, com texto de Millôr Fernandes. A apresentação será feita por alunos da Casa do Teatro, sob a direção de Carol Miskalo.
Depois haverá uma mesa de debate sobre infância, juventude e violência, mediada por assistentes sociais e jornalistas. Um show de hip hop completará o manifesto. Além de alunos e professores, participarão do ato famílias das vítimas da violência no município.
A reportagem tentou consultar o processo no Fórum de Justiça, porém foi informada pela 4ª Vara Criminal que a papelada está na 6ª SDP. De fato, o site do Tribunal de Justiça do Paraná revela que o inquérito está desde 25 de fevereiro na delegacia. Ontem, o delegado de Homicídios, Marcos Araguari Abreu, afirmou que informará o andamento do caso à reportagem até quinta-feira.
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
domingo, 26 de setembro de 2010
Futebol, a esquerda e a mercantilização do esporte: danilo georges
O FUTEBOL, desperta paixões, cria mitos, heróis, vilões, glórias e tragédias. Exaltado pelas multidões em sua maioria um povo pobre, sofrido e batalhador. Esse esporte realmente é um espetáculo. Os jogadores habilidosos como Neymar, Ganso e Valdivia fazem desse jogo uma arte, a bola vira uma grande bailarina em seu pé.
Mas como tudo se transforma nessa sociedade, o futebol também tem seu lado sombrio, que envolve grandes interesses econômicos e poderosas cifras milionárias. O futebol faz parte da cultura popular Brasileira e há nessa paixão interesses políticos e financeiros.
O respeito pelos apaixonados do futebol têm sido subtraído pela lógica capitalista de transformar tudo em mercadoria, as camisetas do clube estão caríssimas, peguemos como exemplo a camisa oficial da seleção Brasileira da marca Nike, custa 189,00 reais.
Os estádios também estão cada vez mais dentro dessa lógica de “aburgueisamento” espaços populares como a geral do Maracanã foi retirada dando lugares a cadeiras que custam 3 vezes mais, deixando parte dos apaixonados de fora.
A tendência é piorar, depois dessa nova reforma milionária do Maracanã,(detalhe é que todos nós brasileiros pagamos e caro por ela). Serão reduzidas ainda mais a capacidade, aumentando o valor dos ingressos, cada vez mais o povo perde o acesso ao seu espaço de alegria, dor e desabafo.
Os estádios como o futebol vão perdendo vida, é cada vez mais raro achar torcedores fantasiados, o batuque e instrumentos de percussão foram retirados da torcida, proibiram bandeiras de torcida que tinham a cara de Che Guevara, estão tirando também a identidade do nosso povo, sua forma de torcer. Nesse ritmo em 40 anos nossos estádios vão parecer estádio de tênis, aonde não pode fazer barulho, xingar, beber nem batucar. Uma chatice sem tamanho.
A única liberdade que cresce no futebol é a liberdade de compra, até os jogadores estão proibidos de comemorar levantando a camisa, pois não apareceria as marcas dos patrocinadores, e sim expressões como “100% Jesus” “100% vila Irene” etc. Nem Jesus, nem a comunidade excluida da Vila Irene pagam por aqueles segundos na TV então foram censurados.
Os empresários e publicitários mandam e desmandam cada vez mais nos clubes brasileiros, a cartolagem rola solta, as camisas, calções e até as mangas das camisas e golas têm uma marca tarimbada, quando a bola rola para o lado do campo você vê de longe uma placa luminária do Itaú piscando.
O futebol é uma grande maneira de entender a sociedade na qual vivemos a direita sabe disso e já usou e usa o futebol ao seu favor, lembremos do cretinismo político futebolístico do ditador MEDICI que usou esse esporte para exaltar a nação, em época que o pais sofria com a ditadura militar. Enquanto Pelé fazia golaços na copa de 1970, os soldados chutavam a cabeça do povo Brasileiro.
A esquerda ortodoxa Brasileira continua reafirmando a idéia que o futebol é o ópio do povo, sendo assim o futebol e toda lógica capitalista, escravista e publicitária que nele envolve não deve participar das pautas e das discussões dos movimentos sociais.
Meu mentor intelectual o velho, banguelo e favelado Deley de acari que treina centenas de crianças dessa favela, me disse uma vez “O futebol, pode até ser ópio do povo, mas como o ópio e outras especiarias, é uma das formas de trabalho escravo do terceiro milênio”
E vejamos que o velho Deley tem razão, na última copa das confederações realizado na África do sul, a mensagem da FIFA autoridade máxima do futebol era “implantar vinte centros de futebol por toda áfrica”. Estes centros serão bancados por grandes multinacionais do esporte como Nike, Adidas e Puma, as mesmas marcas que exploram mão de obra escrava no Paquistão, na Tailândia e China.
A capitalização do futebol está transformando seres humanos em mercadoria, o Brasil hoje é o maior exportador de comodity ( utilizado nas transações comerciais de produtos de origem primárias, produtos com pequeno graus de industrialização, produzidos em grandes quantidades e por diferentes produtores)
Ou seja nossas crianças e jovens na sua maioria pobre, favelada e negra, são hoje o principal comodity do mundo i essa transação se dá atravês do futebol. Eai companheirada deixemos o futebol vira o que já virou?
Lembremos de grandes autores de esquerda como João Saldanha e Eduardo Galeano que fazem questão de por o futebol na mesa de debate e reflexão. Futebol não deve ser tomado por essa lógica do interesse dos capitalistas, se nã queremos transformar nossos jogadores em sagazes criminosos ou monstros, lutemos também contra essa lógica, é necessário que um jogador ganhe tanto assim? É ideal que ele só jogue bola e não estude? E quando o futebol não dá certo, ou algum jovem se machuca, dispensam-nos como produtos descartaveís.
Esse futebol capitalizado e altamente competitivo não têm nada haver com saúde, um jogador de 23 anos já passou em média por três cirugias, sessões extensas de fisioterapias, etc.
A DESUMANIZAÇÃO DESSE ESPORTE, É A DESUMANIZAÇÃO DO JOGADOR O EX- GOLEIRO BRUNO E DEMAIS ESTÃO AI PARA COMPROVAR.
FONTES PARA O TEXTO:
GALEANO, Eduardo. FUTEBOL AO SOL E A SOMBRA. EDITORA: L&PM.2001.
DELEY DE ACARI: www.deleydeacari.blogspot.com texto commodity-black-girls.
VILARINHO, CARLOS FERREIRA. QUEM DERRUBOU JOÃO SALDANHA. EDITORA: LIVROSDEFUTEBOL. 2010.
Mas como tudo se transforma nessa sociedade, o futebol também tem seu lado sombrio, que envolve grandes interesses econômicos e poderosas cifras milionárias. O futebol faz parte da cultura popular Brasileira e há nessa paixão interesses políticos e financeiros.
O respeito pelos apaixonados do futebol têm sido subtraído pela lógica capitalista de transformar tudo em mercadoria, as camisetas do clube estão caríssimas, peguemos como exemplo a camisa oficial da seleção Brasileira da marca Nike, custa 189,00 reais.
Os estádios também estão cada vez mais dentro dessa lógica de “aburgueisamento” espaços populares como a geral do Maracanã foi retirada dando lugares a cadeiras que custam 3 vezes mais, deixando parte dos apaixonados de fora.
A tendência é piorar, depois dessa nova reforma milionária do Maracanã,(detalhe é que todos nós brasileiros pagamos e caro por ela). Serão reduzidas ainda mais a capacidade, aumentando o valor dos ingressos, cada vez mais o povo perde o acesso ao seu espaço de alegria, dor e desabafo.
Os estádios como o futebol vão perdendo vida, é cada vez mais raro achar torcedores fantasiados, o batuque e instrumentos de percussão foram retirados da torcida, proibiram bandeiras de torcida que tinham a cara de Che Guevara, estão tirando também a identidade do nosso povo, sua forma de torcer. Nesse ritmo em 40 anos nossos estádios vão parecer estádio de tênis, aonde não pode fazer barulho, xingar, beber nem batucar. Uma chatice sem tamanho.
A única liberdade que cresce no futebol é a liberdade de compra, até os jogadores estão proibidos de comemorar levantando a camisa, pois não apareceria as marcas dos patrocinadores, e sim expressões como “100% Jesus” “100% vila Irene” etc. Nem Jesus, nem a comunidade excluida da Vila Irene pagam por aqueles segundos na TV então foram censurados.
Os empresários e publicitários mandam e desmandam cada vez mais nos clubes brasileiros, a cartolagem rola solta, as camisas, calções e até as mangas das camisas e golas têm uma marca tarimbada, quando a bola rola para o lado do campo você vê de longe uma placa luminária do Itaú piscando.
O futebol é uma grande maneira de entender a sociedade na qual vivemos a direita sabe disso e já usou e usa o futebol ao seu favor, lembremos do cretinismo político futebolístico do ditador MEDICI que usou esse esporte para exaltar a nação, em época que o pais sofria com a ditadura militar. Enquanto Pelé fazia golaços na copa de 1970, os soldados chutavam a cabeça do povo Brasileiro.
A esquerda ortodoxa Brasileira continua reafirmando a idéia que o futebol é o ópio do povo, sendo assim o futebol e toda lógica capitalista, escravista e publicitária que nele envolve não deve participar das pautas e das discussões dos movimentos sociais.
Meu mentor intelectual o velho, banguelo e favelado Deley de acari que treina centenas de crianças dessa favela, me disse uma vez “O futebol, pode até ser ópio do povo, mas como o ópio e outras especiarias, é uma das formas de trabalho escravo do terceiro milênio”
E vejamos que o velho Deley tem razão, na última copa das confederações realizado na África do sul, a mensagem da FIFA autoridade máxima do futebol era “implantar vinte centros de futebol por toda áfrica”. Estes centros serão bancados por grandes multinacionais do esporte como Nike, Adidas e Puma, as mesmas marcas que exploram mão de obra escrava no Paquistão, na Tailândia e China.
A capitalização do futebol está transformando seres humanos em mercadoria, o Brasil hoje é o maior exportador de comodity ( utilizado nas transações comerciais de produtos de origem primárias, produtos com pequeno graus de industrialização, produzidos em grandes quantidades e por diferentes produtores)
Ou seja nossas crianças e jovens na sua maioria pobre, favelada e negra, são hoje o principal comodity do mundo i essa transação se dá atravês do futebol. Eai companheirada deixemos o futebol vira o que já virou?
Lembremos de grandes autores de esquerda como João Saldanha e Eduardo Galeano que fazem questão de por o futebol na mesa de debate e reflexão. Futebol não deve ser tomado por essa lógica do interesse dos capitalistas, se nã queremos transformar nossos jogadores em sagazes criminosos ou monstros, lutemos também contra essa lógica, é necessário que um jogador ganhe tanto assim? É ideal que ele só jogue bola e não estude? E quando o futebol não dá certo, ou algum jovem se machuca, dispensam-nos como produtos descartaveís.
Esse futebol capitalizado e altamente competitivo não têm nada haver com saúde, um jogador de 23 anos já passou em média por três cirugias, sessões extensas de fisioterapias, etc.
A DESUMANIZAÇÃO DESSE ESPORTE, É A DESUMANIZAÇÃO DO JOGADOR O EX- GOLEIRO BRUNO E DEMAIS ESTÃO AI PARA COMPROVAR.
FONTES PARA O TEXTO:
GALEANO, Eduardo. FUTEBOL AO SOL E A SOMBRA. EDITORA: L&PM.2001.
DELEY DE ACARI: www.deleydeacari.blogspot.com texto commodity-black-girls.
VILARINHO, CARLOS FERREIRA. QUEM DERRUBOU JOÃO SALDANHA. EDITORA: LIVROSDEFUTEBOL. 2010.
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
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